Sente-se confortavelmente, e fique com a coluna ereta. O corpo se estabelece como uma rocha. O único movimento é da respiração. Pode ser em uma almofada ou banquinho de meditação, ou até mesmo uma cadeira com encosto. A última opção pode ser utilizada por pessoas que tem alguma limitação no corpo, mas, caso não haja, evite, para que não caia em um estado de relaxamento. Se posicione, de preferência, de frente a uma parede lisa, a uma distância aproximada de um metro.

O local da meditação não deve nem ser muito claro nem muito escuro; não coloque música relaxante, deixe que os sons de fora cheguem naturalmente até você; não precisa de incenso (mas se preferir, pode usar); e sobretudo, não espere pelo momento ou pelo local ideal, porque o momento e o local ideal é aqui e agora.

Sobre os pensamentos: meditar não é parar de pensar! Meditar é não buscar pensamentos, pensar o pensamento, julgar os pensamentos! Perceba a impermanência de tudo, inclusive dos seus pensamentos (lembranças e preocupações), veja os seus pensamentos indo e vindo, sem se identificar com eles! Não se identifique com um “eu”, observe os pensamentos, as emoções, as sensações, os sons que vêm de fora, perceba a impermanência do mundo. Respire naturalmente pelo nariz! Lembre-se: meditar não é relaxamento, muito pelo contrário, meditar é um estado ativo, esteja completamente presente!

  • Pendule o seu corpo para um lado e para o outro; aos poucos, diminua o ângulo da pendulação até encontrar o seu eixo central;
  • Verifique o seu corpo: se está ereto; topo da cabeça perpendicular ao teto; queijo “encaixado” (um pouco recuado); ombros alinhados; olhos entreabertos pousados a 45 graus;
  • Coloque as mãos em Gassho na frente do rosto de modo que a ponta do dedo médio fique na altura da ponta do nariz e a um punho de distância do rosto, e faça uma reverência a esse momento.
  • Coloque as mãos em mudra cosmico: mão esquerda pousada sobre mão direita, as articulações dos dedos se encontram; a ponta dos dedos polegares se encontram levemente; no formato oval das mãos que estarão no seu colo na altura do tanden (ponto três dedos abaixo do umbigo) você abrigará o cosmos.

    Obs.: a pressão no encontro dos polegares e no Gassho é a mesma necessária para segurar um papel de seda. Inicie a meditação mantendo as mãos na posição frente ao rosto, ou leve as mãos ainda em Gassho ao peito, mas sem encostar no corpo, apenas a uma distância bem pequena. As mãos em Gassho se encontram levemente como se segurasse um papel de seda.
  • Fique nessa posição pelo tempo que lhe for confortável. Comece com 5 minutos, depois, aos poucos, aumente o tempo, podendo chegar a 40 minutos ou mesmo 1 hora (não passe de uma hora!). Se passar de 25 minutos, intercale com uma prática andando. Sim, medite andando!
  • Se for intercalar, levante as mãos em Gassho na altura do roso, faça uma reverência e se levante. Não esqueça de arrumar o Zafu. A meditação andando é chamada de kinhin. A postura para essa prática é: com os dedos da mão esquerda cubra o polegar esquerdo, a mão direta cobre a mão esquerda. Assim, ande pé ante pé, com “meio-passo”, tranquilo e com a mesma postura mental da meditação sentada.
  • Após a prática andando, sente-se, faça uma nova reverência em Gassho, e dê prosseguimento à meditação sentada;
  • Ao final da meditação sentada, faça uma reverência em Gassho, arrume o seu zafu. Em pé, faça uma reverência ao seu local de meditação.

Essa é uma forma simplificada de praticar a meditação zazen (mindfulness)! Qualquer dúvida, só deixar nos comentários!

Boa prática!

Gassho,
Nilton Magalhães

Sobre o autor

Professor do Usui Reiki Ryōhō e de práticas integrativas tais como Florais de Bach e Bioeletrografia, há mais de 10 anos. Graduado em Letras-Português. Estudante de Psicologia.

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