Meditação

O que significa “meditar”?

Meditar é estar completamente presente. Atento a tudo ao que se passa ao redor. Meditar não é dormir, nem relaxar, é ao contrário disso, um estado ativo. Sentir o seu corpo, sua respiração, a textura da sua roupa, a temperatura do ambiente, os sons ao redor. Por isso meditamos de olhos entreabertos, para que não fiquemos somente dentro de nós mesmos e não nos percamos em pensamentos. Aliás, quanto aos pensamentos, não se fixe em nenhum. Nada é permanente: os pensamentos vem e vão. Não busque pensamentos, e ao pensar, não se culpe por eles, não os julgue, apenas observe. Para meditar, não necessita de música, incensos, velas, mantras, visualizações de cores, nada: apenas se sente e esteja completamente presente. 

É importante destacar que meditação não é relaxamento, aliás é justamente o contrário. Meditar é um estado ativo, portanto esteja atento e completamente presente! Não coloque música relaxante, visto que estar presente é escutar todos os sons ao redor. 

“Não siga o passado; não se perca no futuro. O passado não existe mais; o futuro ainda não chegou. Observando profundamente a vida como ela é, aqui e agora, é que permanecemos equilibrados e livres.” Esse koan nos mostra como a meditação ensina o praticante a estar presente, a viver o presente!

No Reiki, também há uma prática de meditação conhecida como “Meditação Gasshô” (porque faz referência à posição das mãos que ficam unidas na altura do peito durante a prática). No caso da Meditação Gasshô, ao finalizarmos a prática, pronunciamos o Gokai. 

A recitação do Gokai é feita em japonês e está inserida dentro de uma prática formal diária. Gokai são os cinco princípios ou preceitos que orientam os praticantes de Reiki, e que compõem o “Método de Cura Natural de Usui Sensei”. Abaixo, o passo a passo da Meditação Gasshô e da entoação do Gokai.

Meditação Gasshô

Sente-se confortavelmente, e fique com a coluna ereta. Pode ser em uma almofada ou banquinho de meditação, ou até mesmo uma cadeira com encosto. A última opção pode ser utilizada por pessoas que tem alguma limitação no corpo, mas, caso não haja, evite, para que não caia em um estado de relaxamento. Os olhos devem ficar entreabertos e pousados a 45 graus. Coloque as mãos em Gasshô (unidas palma com palma) na altura do peito, mas sem encostar no corpo, apenas a uma distância bem pequena. As mãos em Gasshô se encontram levemente como se segurasse um papel de seda.

Fique nessa posição pelo tempo que lhe for confortável. Comece com 5 minutos, depois, aos poucos, aumente o tempo, podendo chegar a 40 minutos ou mesmo 1 hora (não passe de uma hora!). Caso faça mais do que 20 ou 25 minutos, é recomendado que intercale a prática sentada com uma prática em pé ou caminhando.

A respiração deve ser nem profunda nem rápida: natural. Não se fixe em nenhum pensamento ou emoção, apenas observe. Não busque pensamentos, e ao pensar, não se culpe ou faça julgamentos, apenas observe. É natural pensar durante a prática: meditar não é parar de pensar.

Ao final da meditação, erga as mãos em Gasshô até a altura do nariz a um punho de distância do rosto, e entoe em voz alta o Gokai três vezes em japonês.

Kyo dake wa
(Apenas hoje)

Ikaru-na
(Sou calmo)

Shinpai suna
(Confio)

Kansha shite
(Sou grato)

Gyo-o hage me
(Cumpro o meu dever)

Hito ni shinsetsu ni
(Sou gentil)

Sobre tempo e prioridades:

Caso tenha dificuldade em conseguir tempo para a sua prática, lembre-se desse ditado zen: “Você deve meditar sentado por pelo menos 20 minutos por dia, a não ser que você esteja muito ocupado e sem tempo, nesse caso você deve meditar por 1 hora.”

Gasshô!
Sensei Nilton Magalhães